Segunda-feira, 8 de Agosto de 2011

Sem Remédio

 

 

 

 

Aqueles que me têm muito amor 
Não sabem o que sinto e o que sou ... 
Não sabem que passou, um dia, a Dor 
À minha porta e, nesse dia, entrou. 

E é desde então que eu sinto este pavor, 
Este frio que anda em mim, e que gelou 
O que de bom me deu Nosso Senhor! 
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!! 

Sinto os passos da Dor, essa cadência 
Que é já tortura infinda, que é demência! 
Que é já vontade doida de gritar! 

E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio, 
A mesma angústia funda, sem remédio, 
Andando atrás de mim, sem me largar! 

 

 

Autor: Florbela Espanca

  

 

 

 

 

publicado por Súh (My Secret) às 22:40
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5 comentários:
De isabelsushi a 12 de Agosto de 2011 às 11:48
Muito lindo!!
Beijinhos
De Súh (My Secret) a 13 de Agosto de 2011 às 11:51
Obrigada (:

Beijokas ^^
De poetazarolho a 13 de Agosto de 2011 às 12:05
“Inspiração”

Eu estou sempre à procura
Mas inspiração é que manda
Às vezes é demasiado dura
Eu quero mas ela abranda

Outras vezes estou a dormir
Dou um pulo sobressaltado
Olho e vejo a inspiração a rir
Corro e deixo tudo registado

Já umas vezes me aconteceu
Ir numa corrida desenfreada
A inspiração surgir de repente

Às vezes penso que morreu
A seguir aparece-me do nada
Viver sem ela é deprimente.
De poetazarolho a 14 de Agosto de 2011 às 21:39
“Novo eco”

Eu vagueio na penumbra
E aprecio este vaguear
Lá fora onde a luz abunda
Parece estar-se a acabar

Há uma simetria assimétrica
Na geometria ensombrada
Também falha a aritmética
Nesta matemática frustrada

O eco que outrora conheci
Agora também não devolve
As palavras que lhe envio

A acústica não está em si
Não sei como isto se resolve
O novo eco é um desvario.
De poetazarolho a 15 de Agosto de 2011 às 23:41
“Pleno vazio”

A morte sempre encontrarás
Mesmo tendo imensa sorte
Aqui deste lado não ficarás
Contas ajustarás com a morte

Se lutas por o mundo mudar
Se sentes o dever cumprido
Quando a morte te vier buscar
Verás o caminho teve sentido

Teve o sentido da vida plena
E de uma procura incessante
Em concluir a obra inacabada

Se assim não foi é uma pena
Terá sido o caminho errante
Da vida pl’a morte esvaziada.

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