Sábado, 9 de Julho de 2011

Se, depois de eu morrer...

 

 

 

 

 

Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples
Tem só duas datas — a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.

Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as coisas sem sentimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.

Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso, fui o único poeta da Natureza.

 

 

 

 

Autor: Fernando Pessoa - Alberto Caeiro

 

 

 




publicado por Súh (My Secret) às 12:26
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6 comentários:
De PaperLife a 9 de Julho de 2011 às 13:56
Ainda bem que o meu poema te serviu de inspiração :)

Adoro os poemas de Alberto Caeiro ^^
De Súh (My Secret) a 9 de Julho de 2011 às 19:48
Adoro os poemas de Fernando Pessoa, seja Alberto Caeiro, seja Álvaro de Campos... adoro!

Muito obrigada pelo comentário :) Beijokas

De poetazarolho a 10 de Julho de 2011 às 23:20
“Boa constituição”

Economia, rating, lixo sim
Paz, pão, habitação, saúde não
Altere-se então a constituição
Adeque-se à sociedade por fim

Acabe a constituição de ficção
Tenha início a nova realidade
Adapte-se ao lixo de sociedade
O texto adquira nova dimensão

Que não reste nenhum capricho
Sejam cuidadosos na elaboração
Tudo a condizer como convém

Que numa sociedade de lixo
Seja de lixo a sua constituição
Seja de lixo o seu rating também.
De Súh (My Secret) a 11 de Julho de 2011 às 22:10
Muito obrigada pelo comentário Poeta, volte sempre (:
De poetazarolho a 11 de Julho de 2011 às 22:16
“Pessoas”

Álvaro estás convidado
O Ricardo também vem
Alberto vem tu também
Bernardo está sossegado

A comemoração promete
Ele ocupa a linha da frente
Não sabes? Drama em gente
Para o desassossego remete

Uma mensagem nos deixou
Vive desassossegadamente
Muito cedo também abalou

Por isso fingimos que é dor
Esta dor que a gente sente
Este poeta era um fingidor.
De poetazarolho a 11 de Julho de 2011 às 22:35
“Leilão”

A poesia vai a leilão
Numa leiloeira famosa
Antes leiloou a prosa
Leiloa também sabão

Para a alma desencardir
Por tanta cultura faltar
Qualquer dia vai leiloar
A vida e nós a aplaudir

Venda-se a alma e vida
Que isto aqui está a saque
Mas antes venda-se a fé

E se restar alguma dúvida
Consulte-se o almanaque
Procure-se a melhor maré.

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